Arruada de Bombos
Abertura da festa com arruada de bombos pelas ruas de Sobrado.
O dia inteiro, do amanhecer ao arraial. As estrelas ★ marcam os momentos recomendados.
O dia abre em dois pontos ao mesmo tempo. Junto à Casa do Reimoeiro, os Mourisqueiros saúdam o seu líder e dançam ao som da Caixa — a primeira dança mourisca. Em paralelo, junto à Casa do Velho da Bugiada, os Bugios saúdam o Velho e dançam às melodias dos tocadores (violas braguesas, violinos e rabecas). Cada formação termina com um “mata-bicho” (lanche) oferecido pelo seu líder.
As formações dirigem-se à Casa do Bugio e do Mourisqueiro. Os Mourisqueiros “jantam” primeiro. Quando entram os Bugios, as portas fecham-se para não haver contacto. O Reimoeiro envia “Guias” com uma oferta de afronta — restos do repasto, ossos e cornos de animais; os Bugios respondem de igual forma. Sente-se a tensão bélica no ar.
A Banda Musical de S. Martinho do Campo reúne-se junto do cruzeiro do Passal e toca uma “arruada de entrada”, em formação de género militar, no Largo do Passal e em redor da Igreja Matriz. Depois vai “buscar o juiz” da festa, conduzindo-o com os mordomos à Missa Solene.
Já sem máscaras, os Bugios escutam as diretrizes do Velho da Bugiada e começam o seu “jintar”. O Velho retribui a afronta dos Mourisqueiros, enviando os seus “Guias” com oferendas semelhantes. Durante o banquete, as Entrajadas entram e dão o seu espetáculo, interagindo com Bugios e público.
Celebração com toda a pompa na Igreja Matriz, com autoridades, Comissão de Festas e fiéis. Lê-se a lista de mordomos e o nome do juiz que organizará a festa no ano seguinte. Durante o cântico do “Santo”, o Reimoeiro e os “Guias” entram na igreja para “Roubar o Santo”, conforme a Lenda.
A procissão recria o “Roubo do Santo”: por tradição, são os Mourisqueiros que carregam os andores de São João, Santo André e Nossa Senhora. Sai da Igreja Matriz, contorna a Ermida das Alminhas do Caminho Novo, passa no cruzeiro do Passal e regressa à igreja.
Apresentação das duas formações ao público, em jeito militar: primeiro os Mourisqueiros, depois os Bugios, acompanhados pela Banda a tocar o “Hino de São João”. No fim, junto ao adro, os líderes aspergem água benta com ramos de oliveira. É o melhor momento para perceber a diferença entre as duas formações.
Também chamadas Estardalhadas ou “Crítica”. Grupos de sobradenses, a pé ou em carros alegóricos, fazem sátira cómica de assuntos locais, nacionais e internacionais — e até da própria Bugiada. Não faz parte da encenação da lenda, mas é alma do dia. Os temas mudam todos os anos.
Dança realizada junto a um sobreiro, depois da bênção: primeiro os mouros, depois os cristãos. Marca a pausa do meio-dia — as danças interrompem-se e retomam à tarde.
Abre a Lavra da Praça, alegoria à antiga cobrança de impostos. Um Bugio percorre o Passal montado ao contrário num burro, com um livro grosso onde “regista” os direitos, escrevendo com um pau e usando o rabo do animal por tinteiro. Vai cobrando géneros (normalmente bebidas) nas barraquinhas e passando recibo.
Segunda cena da Lavra da Praça. O Semeador, mascarado e de vestes toscas, lança sementes (cinza ou serrim) ao ar, montado ao contrário num animal conduzido por Bugios. No fim do trajeto, o saco de serapilheira fica vazio — está cumprida a tarefa.
O Homem da Grade grada a terra com uma grade tosca de madeira, em vestes rústicas previamente encharcadas na lama. Percorre o mesmo trajeto, roçando as roupas enlameadas no público — atenção se não quiser participar!
Última figura agrícola: o Homem do Arado (Lavrador), mascarado e enlameado, lavra a praça com um arado puxado por um burro, auxiliado por Bugios. Encerra a recriação caricatural do ciclo agrícola — feito propositadamente ao contrário (semear, gradar, lavrar).
Encenação cómica e mascarada: o Cego itinerante e o seu Moço, o Sapateiro e a sua Mulher (Fiadeira). O Moço do Cego rapta a Mulher, o Sapateiro acusa o Cego, trava-se um duelo — e no fim a verdade vem ao de cima e a Mulher volta para o marido, que a perdoa.
Momento ligado à paróquia e ao pároco, em que se dança em torno de uma oferta. Antecede o clímax dramático da tarde.
O momento mais alto e dramático. Falhadas as negociações dos Doutores da Lei, o Reimoeiro toma de assalto o palanque dos Bugios e aprisiona o Velho da Bugiada. As crianças-bugio sobem ao palanque para lhe “alimpar as bagadas” (lágrimas). Um narrador conduz a cena, carregada de emoção — muitos no público choram.
A reviravolta: os Bugios invocam São João e largam a Serpe — figura monstruosa esverdeada — contra os Mourisqueiros. Amedrontados pelo “mostrengo”, os mouros fogem e largam o Velho. Aqui a Serpe não é o mal, mas o “Milagre de São João”.
Restituída a ordem, ambos os exércitos dançam juntos a derradeira dança em homenagem a São João, que na lenda fez milagres tanto a Bugios como a Mourisqueiros. É o fecho emocional e devocional do dia.
Passagem simbólica da organização da festa à Comissão do ano seguinte, encerrando o ciclo — e abrindo já a preparação do próximo São João.
Horários indicativos, confirmados anualmente pela ASJS.
A festa não começa nem acaba a 24. Nas noites anteriores há concertos, arraial e fogo de artifício. As datas e a lista de artistas são confirmadas todos os anos pela ASJS no cartaz oficial.
Abertura da festa com arruada de bombos pelas ruas de Sobrado.
★Concerto de abertura no Largo Principal.
Atuação no Largo Principal.
★Concerto do cantor e compositor português.
Atuação no Largo Principal.
Atuação no Largo Principal.
Música e cantares tradicionais das festas populares.
★Concerto do rapper português.
Atuação no Largo Principal.
DJ set no Largo Principal.
★Concerto no Largo Principal.
DJ set no Largo Principal.
DJ set no Largo Principal.
★Grande concerto do artista brasileiro.
Sessão especial de música no Largo Principal.
Atuação no Largo Principal.
DJ set no Largo Principal.
Espetáculo pirotécnico sobre Sobrado.
Desfile dos Bugios pelas ruas, ao som dos zés-pereiras e bombos.
Eucaristia em honra do padroeiro, com cânticos populares.
★A grande encenação: Bugios contra Mourisqueiros, com a captura do Velho e o resgate da serpente.